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Fases do acompanhamento

Tirar a dor é o começo, não o fim. Veja como o cuidado evolui e o que se espera de cada etapa.

Por que pensar em fases

Quando a dor passa, é comum achar que o problema acabou. Só que a dor costuma ser o último sintoma a aparecer e o primeiro a sumir — o que estava por trás dela pode continuar ali.

É por isso que o acompanhamento é pensado em etapas, cada uma com um objetivo diferente.

As três fases

Alívio

O foco aqui é reduzir a dor e devolver movimento à região afetada, para que você consiga voltar às atividades básicas do dia. É a fase em que as sessões costumam ser mais próximas umas das outras, e também a que dá a melhora mais perceptível.

Recuperação da função

Com a dor mais controlada, o trabalho passa a ser recuperar mobilidade, força e controle do movimento. Aqui o exercício ganha espaço e as sessões vão ficando mais espaçadas. É a fase que mais contribui para o resultado durar.

Manutenção

Para quem tem queixas recorrentes ou uma rotina que exige muito do corpo, sessões espaçadas ajudam a manter o que foi conquistado. Não é obrigatório para todo mundo — depende do caso, e é uma decisão conversada, não uma regra.

Quantas sessões?

Essa é a pergunta mais frequente, e a resposta honesta é: depende. A quantidade varia conforme a queixa, há quanto tempo ela existe, o seu histórico, os achados da avaliação e, principalmente, como você responde ao cuidado.

Eu não trabalho com número fixo antes de avaliar. Depois da avaliação inicial, explico o que considero adequado para o seu caso, com metas claras. E se a resposta for diferente do esperado ao longo do caminho, o plano muda — é para isso que serve a reavaliação.

O papel da reavaliação

Em intervalos definidos eu refaço os testes da avaliação inicial e comparo. Isso mostra, de forma objetiva, o que melhorou e o que ainda precisa de trabalho — em vez de depender só da impressão de como você está se sentindo naquele dia.

O que depende de você

Sendo direto: boa parte do resultado está fora do consultório. O que acontece nas sessões abre a porta; o que você faz no restante da semana é o que sustenta a melhora.

Expectativa honesta

Algumas pessoas sentem diferença logo nas primeiras sessões. Outras levam mais tempo, principalmente em quadros que existem há meses ou anos. As duas situações são normais.

O que eu não faço é prometer prazo de cura ou número exato de sessões antes de avaliar. Em saúde, esse tipo de promessa costuma dizer mais sobre o marketing do que sobre o cuidado.

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